Muito se tem falado sobre o fecho de urgências por este país fora, em zonas onde a densidade populacional chega a ser de 2 pessoas por quliómetro quadrado...
Urgências essas que servem essencialmente para curar dores de garganta e constipações, dedos partidos e pouco mais. E por quê? Porque dispõem de uns meios técnicos tão avançados que, se lá fores com dores no peito e com princípios de enfarte, eles dão-te uma aspirina para ver se aquilo passa...
E o que será preferível?
Ir a um local onde se é atendido mais rapidamente, mas que apenas trata feridas ensanguentadas, dores de cabeça e pouco mais?
Ou percorrer mais 20 ou 30 km, de modo a ter um atendimento especializado, com facilidade de detecção de verdadeiros problemas?
Afinal é para isso que se chamam urgências! Algo urgente, que não pode esperar muito tempo! E todos sabemos que a maioria dos casos são problemazitos, que têm tudo menos carácter de urgência... Pode parecer paradoxal, mas ter serviços de urgência um pouco mais longe pode significar o salvamento de uma vida, já que se formos ao centro sem condições nenhumas com um enfarte do miocárdio, eles dão-nos uns analgésicos e voltamos para casa... E a dor continua. E mais tarde, teremos que ir ao centro mais especializado, mais central. E aí já poderá ser tarde...
alfalfa
quinta-feira, 8 de março de 2007
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